Ruy Barbosa MT
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Políticos são uma categoria profissional !
Por: Ruy Barbosa
Há descompasso ético entre sociedade e seus representantes
Não causam surpresa a ninguém as frequentes situações pouco honrosas em que se veem metidos nossos políticos. Também não surpreende que nada de concreto ocorra após a eclosão de escândalos que de início pareceriam ensejar para os transgressores medidas punitivas e para as instituições medidas corretivas. Ainda que ninguém se surpreenda, tendo em vista a reiteração das práticas, de modo a configurar um padrão, a maioria se indigna.
A indignação de alguns com o que é costumeiro para outros decorre de que os padrões éticos de políticos e do cidadão comum não são os mesmos. Enquanto os cidadãos esperam que os responsáveis pela coisa pública orientem-se por uma ética republicana, os políticos profissionais orientam-se por uma ética corporativa que determina a proteção dos companheiros que porventura tenham transgredido as normas de decência válidas para a sociedade como um todo.
Tal descompasso ético não é exclusivo da relação entre os políticos profissionais e o resto da sociedade; ela existe para várias coletividades cujos interesses específicos colidem com os do resto da sociedade. A perversa peculiaridade deste caso é que os políticos são representantes formais da sociedade, de modo que ao agirem contrariamente aos interesses dela atuam de forma ilegítima, violando a confiança que lhes foi depositada e convertendo-se em oligarcas.
Tal situação é trágica por duas razões relacionadas. Uma, porque partidos adversários não competem entre si quando os interesses comuns da corporação se veem ameaçados, retirando do eleitor a possibilidade de punir e premiar os comportamentos - a oligarquia atua como cartel. Outra, porque não há como prescindir de políticos profissionais numa sociedade complexa; são ingênuas e perigosas as iniciativas voltadas à desprofissionalização da política. Afinal, porque o que é desejável em todos os ramos de atividade seria dispensável unicamente gestão na coisa pública ?
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Colômbia guerrilhas & drogas
DROGAS
A Colômbia concorre com a Ásia: os traficantes colombianos aceleraram o aumento da produção de cocaína na Colômbia, como no vizinho Peru, para ocupar o espaço aberto pela produção oriental. Calcula-se que o negócio internacional da droga gire hoje ao redor de um trilhão de dólares (8% do comercio global, superior as exportações mundiais de ferro, de aço e de motores de automóveis), cabendo à Colômbia o fornecimento de 80 a 85% da cocaína consumida nos Estados Unidos.
As drogas como costume:
Uma das razões da persistência do seu consumo é que as drogas foram incorporadas à rotina de quase todas as classes sociais. Seus usuários pretextam utilizá-las devido a sociedade norte-americana resultar de um capitalismo ultra-competitivo que a torna cada vez mais atomizada, individualista, egocêntrica e narcisista.
Usam cocaína, especialmente os gerentes e executivos, para se sentirem capazes de superar a letargia e o cansaço, habilitando-os a concorrer, como um estimulante para render o máximo possível. E, é claro, como um imaginário equilíbrio psicológico qualquer, mesmo que isso implique em arriscar-se à dependência, ao vício , à violência e às atitudes anti-sociais. Hábito este que chegou até a plebe norte-americana, o povo slum dos subúrbios das grandes cidades, que encontrou no proletário crack, uma maneira de acompanhar o modismo.
Usam cocaína, especialmente os gerentes e executivos, para se sentirem capazes de superar a letargia e o cansaço, habilitando-os a concorrer, como um estimulante para render o máximo possível. E, é claro, como um imaginário equilíbrio psicológico qualquer, mesmo que isso implique em arriscar-se à dependência, ao vício , à violência e às atitudes anti-sociais. Hábito este que chegou até a plebe norte-americana, o povo slum dos subúrbios das grandes cidades, que encontrou no proletário crack, uma maneira de acompanhar o modismo.
Os privilégios do narcotráfico:
Esta pecha lançada sobre a Colômbia, de ser conivente com os criminosos, reforçou-se ainda mais depois que o governo local concedeu - em troca da lei anterior que determinava a extradição dos condenados pelo narcotráfico, os barões da coca, para os Estados Unidos -, que eles cumprissem pena na Colômbia em condições especialíssimas. Pablo Escobar, o mais conhecido dos traficantes, considerado o cápo dos cápos, foi detido num casarão-fortaleza construído somente para ele. Mesmo assim, insatisfeito, ele fugiu da prisão, sendo morto tempos depois numa perseguição policial. Até então ele tinha sido o principal responsável por uma onda de assassinatos visando juízes, promotores e políticos colombianos que combatiam o narcotráfico, fazendo com que o estado fosse abertamente enfrentado por uma avalanche de atentados à bombas e mortes por encomenda.
Fonte;
História e atualidades politicas sociais "Colômbia Pictures"
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